| A dor dos ciúmes Por Eugenia Ponce de León Álvarez
A dor de experimentar a sensação de perder ao ser amado é uma das dores mais intensas, angustiantes e que, sobre tudo, existe uma sensação tão intensa de ameaça de perda, que repentinamente parecesse que nos é difícil até respirar.
Os ciúmes são algo que todos em algum momento vivenciamos e o experimentamos com nosso parceiro, com os filhos, irmãos, amigos e a origem, talvez, não seja uma questão do presente, senão que vivemos hoje algo, que se “parece” àquilo que vivemos de crianças ou em alguma outra circunstancia de nossa vida.
Para muitos, a origem dos ciúmes se deve a que em determinado momento da vida, a criança percebe que não é o “único” que existe e que deve compartir até o amor, e que o amor que sua mãe lhe proporciona, será compartilhado com um irmão e inclusive com o pai.
Esta questão se diz fácil e parece fácil, embora seja uma das dores mais profundas que deixem marca na mente para sempre.
A pergunta agora por contestar seria: Que… dependendo a circunstancia que nos toque viver, é que dependerá que essa sensação de ciúmes se ative novamente e que realmente não se vive, senão que se revive a dor.
Talvez o importante seria perceber que o compartilhar, não significa que nos deixem de amar a nós e que finalmente parece repentinamente que é a dor de que “nos deixam de amar” e tendemos a mirá-lo desde uma perspectiva dramática e profundamente dolorosa e que sim, efetivamente surgem algumas circunstancias onde poderiam ativar-se todos estes sentimentos e podem dar-se nas seguintes afirmações como: “Se quer a uma amiga, então me deixa de querer a mim” “Se quer a sua filha, me deixa de querer a mim”, ou “Se tenho um irmão, minha mãe me deixa de querer a mim”.
São simples exemplos de circunstancias da vida mas que põem em risco e abrem uma forte possibilidade de sofrer sem motivo aparente.
Os seres humanos estamos de certa forma condenados a querer ser os “únicos” e, felizmente ou tristemente, esta idéia é simplesmente uma fantasia e que é absolutamente impossível pelo simples fato de existir por que desde o começo compartilhamos seja um espaço e um lugar no mundo.
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