Codependência e o esquecimento de um mesmo

Por: Nancy Escalante

A relação entre a codependência e adição é muito estreita, ambas se inter-relacionam em um circulo vicioso.
 
A pessoa codependente tende a se relacionar com toda aquela pessoa que possa “requerer ajuda” ou precise de um “salvador (a)” a pessoa pode ser alcoólica ou adita à droga, à comida, ao trabalho, ao sexo, etc., ou bem que essa pessoa padeça uma doença crônica para que o sistema comece andar.

A codependência surge da carência ou necessidade de uma estrutura emocional interna que não pôde se lograr devido ao entorno familiar disfuncional no qual crescemos. Ante esta situação se gera a fantasia de que nos fazendo responsáveis do outro lograremos o controle e a estabilidade esperada.  Todo o mundo gira em torno à pessoa, a sua doença e sua situação emocional.

De tal modo que a pessoa codependente se esquece dele mesmo, de suas verdadeiras necessidades, a auto-estima cada dia decresce mais. O único importante é o outro, sem o outro não há existência, pelo que se pretende controlar ao outro em todo momento, ter controle das coisas dá a sensação de estabilidade, de segurança.

A ansiedade pela necessidade de controlar a conduta do outro se volve cotidiana gerando doenças psicossomáticas inclusive pode gerar adição a fármacos na busca de tranqüilidade e baixar a ansiedade.

Em algum momento deste ciclo ou circulo vicioso a pessoa codependente começa sentir cólera, ressentimento, insatisfação, depressão, que leva à pessoa codependente a se visualizar como vitima longe de assumir sua verdadeira responsabilidade ante sua própria vida.
       
A codependência é uma doença emocional que requere de ajuda e o caminho à recuperação implica autoconhecimento, desejo honesto consigo mesmo por deixar de sofrer e encontrar a estabilidade emocional.

Se em algum momento tem se identificado com algo do mencionado anteriormente ou simplesmente considera que em determinados momentos sua vida tem girado en torno às emoções ou estabilidade de outra pessoa, tal vez seja o momento de que acuda a psicoterapia ou bem a algum grupo de auto-ajuda através do qual possa iniciar o caminho e retomar o comtrole de sua vida e não o controle da vida do outro.

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