| AVALIAR PARA FORMAR Por: Montserrat Aidé Montiel González
A avaliação do candidato ao sacerdócio dentro do processo formativo nos diferentes níveis do seminário representa um grande reto para os responsáveis. A avaliação pode se converter numa pauta de aprendizagem ou gerar classificação e exclusão.
Segundo a RAE (2009) avaliar significa “mostrar o valor de algo”, comumente esta avaliação tem há ver com a alocação numérica, a forma mais apegada a esta opção é a avaliação quantitativa que procura ser neutral, objetiva e que possa fazer predições. E pelo outro lado, a avaliação qualitativa tem por objetivo conhecer e descrever.
A avaliação, dos distintos aspectos que conformam à pessoa, que gera exclusão, em palavras de Álvarez (2001) “não oferece as possibilidades de melhora e aprendizagem posto que se faz ao final de um período esgotando o tempo e espaço requeridos para os processos. Além neste tipo de avaliação, a pessoa permanece alheia, distante e sem oportunidade de participar num processo do qual também poderiam aprender. Talvez a conseqüência mais grave deste tipo de avaliação seja que os responsáveis da formação façam interpretações externas, baseados mais nos números que no bem estar da pessoa, e se tomam considerações que são vitais para o desenvolvimento das pessoas.” No avaliado pode gerar ansiedade, frustração, raiva e desconfiança.
Um efeito comum ao utilizar este tipo de avaliação é o uso das etiquetas As etiquetas em se mesmas podem cumprir uma função de economia mental, já que englobam uma série de características num só termino, as dificuldades vêm quando estas etiquetas ficam aderidas à pessoa, como se estas tivessem o poder de envolvê-la tornando-se na etiqueta.
Alguns dos signos de estar caindo na armadilha de etiquetar são:
* Julgam-se todas as ações e atitudes em função da etiqueta
* A etiqueta impede dialogar de temas diferentes que podem ser importantes para a pessoa
* A exclusão começa ser freqüente, já seja de atividades ou responsabilidades
* Dificultam-se a apreciação ou reconhecimento de habilidades, logros e competências
* Compara-se à pessoa com um standard de apreciação pessoal
* As relações são superficiais e desde o “dever ser” não desde o que se “é”
Por outro lado, o mesmo autor propõe “a avaliação com uma “intenção formativa”, é dizer onde o avaliado tem uma participação ativa, há oportunidade de manifestar seus motivos, idéias, duvidas e comentários. Mostra a “negociação” e a “transparência” como elementos fundamentais para uma avaliação da que se possa seguir aprendendo, em beneficio do avaliado, deixando atrás ações de sanção e exclusão. Recomenda-se que esta avaliação seja de maneira continua parte do processo formativo, já que só desse modo se pode orientar e intervir no momento que a pessoa avaliada precisa de apoio.”
Se considerarmos que o processo de aprendizagem no seminário, não só tem a ver com os aspectos acadêmicos, pastorais e espirituais, senão também humanos, encontramos que a avaliação com intenção formativa, só pode ter lugar dentro de uma relação interpessoal próxima, de confiança, liberdade e reciprocidade, de pessoa a pessoa.
|