| A repetição Dra. Elena Zierold
Quantas vezes ouvimos dizer que não nos ensinaram a ser pais? Quantas vezes ouvimos as crianças ou os adolescentes dizerem, quando recebem uma repreensão, que eles vão ser diferentes com seus filhos?
A resposta a essas perguntas é:
A repetição.
Quando conversamos com nossos irmãos, amigos e alunos sobre suas preferências, por exemplo, em relação a uma comida, geralmente nos falam de alimentos que estão acostumados a comer desde criança, a maioria deles estão associados a comemorações especiais e, muitas vezes, a pratos feitos pela vovó ou pela mamãe.
Assim acontece com outros costumes, maneira de ser, tudo se aprende desde criança e, por isso, quando aparece uma situação fácil ou difícil pela primeira vez tendemos a reagir como tínhamos aprendido.
É como se, através das gerações, as famílias seguissem os papéis de um peça de teatro, na qual cada um desempenha um papel “x”, e as gerações seguintes aprendem o papel “x” reservado para cada um, ou seja, o de papai, ou de mamãe, ou de filho, etc.
Por exemplo, às vezes, como adultos, nos surpreendemos repetindo as mesmas palavras que escutamos nossa mãe dizer quando éramos pequenos e freqüentemente nem sequer percebemos que estamos repetindo.
A isso me refiro com a resposta que dei às duas perguntas com as quais iniciei este texto, isto é, a repetição.
Repetimos esse tipo de comportamento sem perceber, por isso quando dizemos “não nos ensinaram a ser pais” ou “vou ser diferente dos meus pais”, é somente a expressão de um desejo, mas, na verdade, somente analisando porque nos comportamos como sempre fazemos, poderemos tornar realidade nossos desejos e deixar de repetir.
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