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Dificuldades e Tentações para a oração
Por: Rosario Alfaro Martínez
Como todas as coisas boas da vida, a oração exige sacrifício e esforço. As dificuldades e as tentações serão inevitáveis e tentarão nos afastar do caminho de Deus; elas surgirão sobretudo se estivermos decididos a começar a ter uma vida séria e profunda de oração. Estas são algumas das dificuldades e tentações mais freqüentes:
1.- CONCEITOS ERRÔNEOS SOBRE A oração
• Pensar que a oração é somente uma operação psicológica. Acreditar que rezar é “ter pensamentos positivos”, muitos acham que a oração é estar repleto deste tipo de pensamentos que favorecerão que as coisas saiam bem na vida. A oração cristã não é isso porque acreditamos na oração pela fé e não por um mero convencimento psíquico.
• Acreditar que a oração é um esforço de concentração para chegar ao vazio mental. Aqueles que, ao se deixar levar pelas correntes orientais, caem na falícia de pensar que para orar é preciso apagar a mente, isto pertence mais ao budismo do que ao cristianismo. Por este motivo não pode ser considerado como uma forma cristã de oração.
• Achar que a oração é somente uma atitude ou palavras rituais. É um erro pensar que só com recitar orações feitas por outros já rezamos, mas não é assim, até mesmo as orações por excelência como a Eucaristia e o Rosário feitos sem consciência são ritos ineficazes para nos comunicar com Deus.
• Depender do estado de ânimo. Seria algo assim como dizer: “Só rezo quando surge no meu coração este desejo”. Na verdade, a oração não deve depender de nós mas do fato de que Deus é Deus e Ele merece tudo.
• Depender das circunstâncias. Acontece quando tenho tempo, tenho vontade ou quando as coisas vão bem, então talvez possa rezar... Também está o outro extremo, só me lembro de Deus quando preciso dele. A oração não depende do que aconteça ao meu redor.
2.- AS DISTRAÇÕES
Sempre que uma pessoa se dispõe a rezar parece que todas as coisas que deixou de fazer reclamam sua presença. Talvez poderíamos evitar muitas distrações se distinguíssemos o tempo para estar com Deus do tempo para estar conosco.
As distrações podem ser desde coisas externas, como barulho, até algo interno, pensamentos, imagens, lembranças.
O remédio para eliminar as distrações é muito simples, somente é preciso deixá-las passar e ignorá-las, assim não ficaremos bloqueados por elas, caso contrário, jamais conseguiremos orar.
3.- A ARIDEZ NA VIDA cristã
Consiste em certa impotência ou falta de vontade para produzir na oração atos intelectivos ou afetivos. Esta importância às vezes é tão grande que se torna muito penosa a permanência na oração. Algumas vezes afeta o espírito, outras somente o coração. A forma mais desoladora é aquela na qual Deus parece ter se retirado da alma.
A aridez espiritual vai desde não ter gosto para rezar até não sentir Deus quando se reza. Todo tipo de aridez é desagradável para a alma, mas Deus pode utilizar este tipo de situação para aumentar nossa fé. É preciso lembrar que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8, 28). Cabe ressaltar que a aridez espiritual faz parte da vida cristã e é também uma prova para a alma, a única forma de superá-la é rezando e não permitindo que a preguiça ou a falta de ânimo vençam.
As causas são diversas, desde um mau estado de saúde física, à fadiga corporal, às ocupações excessivas ou absorventes, tentações perturbadoras que atormentam e pesam na alma, deficiente formação para rezar de modo conveniente, pecados veniais, etc.
Outras vezes são uma prova de Deus para preparar nossa alma para que tenha novos progressos na vida espiritual.
4.- FALTA DE FÉ
Esta é uma tentação, muitas vezes não oramos porque não encontramos o sentido de rezar, isto reflete um problema de fé em Deus mais do que não ter vontade de rezar. Um exemplo seria quando pensamos que rezar não serve para nada e chegamos a pensar “para que rezamos se podemos fazer outras coisas!”. Isto é falta de fé.
5.- ACÉDIA
Os padres espirituais entendem por acédia uma forma de aspereza ou de desgosto devidos à preguiça, ao relaxamento da ascese, ao descuido da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está disposto mas a carne é fraca” (Mateus 26,41).
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