Falar ou calar?

Por: Paola Lanz Jiménez


Constantemente nos enfrentamos à disjuntiva de dizer ou calar o que pensamos. Por milhares de motivos, pretextos ou prejuízos. O ponto está em que aquilo que às vezes não devemos calar não o dizemos, ou bem aquilo que não devemos dizer ou falamos sem importar o impacto de nossas palavras, pois assim como as palavras saram; de igual forma podem chegar a magoar.

Então, que devemos fazer? Eu opino que simplesmente ser quem somos, é dizer aprender a ser genuínos e autênticos. Ser genuínos nos ajuda a reafirmar nossa identidade e o valor que   temos como pessoa, a pesar dos prejuízos ou crenças com os que muitas vezes vamos carregando.

A autenticidade em nossa vida deve ser uma meta diária, desejável e realizável. Pois mais que ser um fim em nossa vida, é um meio para volver nossa vida mais interessante, criativa e única. Lembre que ser genuíno (a), não implica atuar impulsivamente, pelo contrário implica um grande compromisso com quem você é, moderando teus comportamentos e tuas palavras em função do meio onde se esteja desenvolvendo, pensando nos demais antes de atuar, é dizer, de acordo às circunstancias particulares.

E então decidir com consciência plena e responsável se é o momento apropriado para falar ou calar. Pois nenhuma pessoa pode prescindir dos momentos de revelação de sim mesma, é dizer de expressar-se espontaneamente deixando o controle por uns momentos na escuridão.  Pois sempre vale a pena se abrir um pouco e se surpreender das pequenas loucuras que todos levamos dentro.

FALAR é fácil, mas CALAR requer prudência e domínio.

FALAR oportunamente, é acerto.
FALAR frente ao inimigo, é civismo.
FALAR ante a injustiça, é coragem.
FALAR para retificar, é um dever.
FALAR para defender, é compaixão.
FALAR ante uma dor, é consolar.
FALAR para ajudar a outros, é caridade.
FALAR com sinceridade, é retidão.
FALAR de sim mesmo, é vaidade.
FALAR restituindo-te fama, é honradez.
FALAR dissipando falsos, é consciência.
FALAR de defeitos, é magoar.
FALAR devendo calar, é necedade.
FALAR por falar, é tolice.

CALAR quando acusam, é heroísmo.
CALAR quando insultam, é amor.
CALAR as próprias penas, é sacrifício.
CALAR de si mesmo, é humildade.
CALAR misérias humanas, é caridade.
CALAR a tempo, é prudência.
CALAR na dor, é penitencia.
CALAR palavras inúteis, é virtude.
CALAR quando ferem, é santidade.
CALAR para defender, é nobreza.
CALAR defeitos alheios, é benevolência.
CALAR devendo falar, é covardia.


Devemos aprender primeiro a CALAR para poder FALAR, logo, mas sempre com acerto e tino, porque se FALAR é prata, CALAR é ouro.

Lembra sempre: Que tuas palavras sejam mais importantes que o Silêncio que rompes.

Desconhecido

Bibliografia:
Psychologies México Junho 2010


Enviar a um amigo
Versão para imprimir
 
Afetividade