Por: Diana García
A gravidez na adolescência é possível desde o momento em que a garota tem sua primeira ovulação e quando os homens têm sua primeira ejaculação. Mas, uma garota desta idade não está preparada mentalmente para cuidar e educar um filho. Uma gravidez precoce sempre produz transtornos na ordem social, muitas vezes a gravidez prejudica os planos feitos até o momento.
Uma gravidez pode acontecer depois de somente uma relação sexual, inclusive sem necessidade de que ocorra a penetração, por exemplo, se o jovem – em um momento de paixão – ejacula perto da vagina no período do ciclo em que a mulher estiver fértil (especialmente quando se pratica o coito interrompido). São muitas as adolescentes que acham que não vai acontecer nada durante a primeira vez e, para sua surpresa, ficam grávidas. Um grande número de adolescentes engravidam do primeiro namorado, com quem começam a se sentir queridas.
Antes dos 19 anos, a adolescente ainda está crescendo e foi comprovado que seu crescimento pára, em parte, durante a gravidez. O diâmetro da pelve é ainda pequeno para o parto. Quanto mais jovem for, maior a possibilidade de um aborto espontâneo ou de um parto prematuro. É freqüente que o parto apresente dificuldades, terminando com cesariana ou fórceps, ou que seja antecipado sem que conclua o tempo necessário para o amadurecimento do bebê. O trabalho de parto tem maior duração, podendo duplicar-se, com o conseqüente sofrimento fetal e mortalidade infantil (que é elevada em partos de mulheres com idade inferior a 19 anos). Depois de vinte anos, o crescimento físico terminou e o corpo estaria em condições de resistir bem a uma gravidez e ao parto.
• Pais Adolescentes
Geralmente, as mães adolescentes são solteiras e não controlam sua gravidez com o médico, especialmente nos primeiros meses. Do total de mulheres adolescentes que engravidam, uma porcentagem significativa o faz entre os 13 e os 17 anos; entre elas, muitas não podem completar sua educação por causa da gravidez. Uma vez que o bebê nasce, a maioria dessas mães não pode encontrar trabalho e sofre uma frustração diante da exclusão social, por ter de abandonar suas atividades juvenis (estudo, festa, reuniões, etc.) para responsabilizar-se pela nova situação que não foi desejada.
Dos pais adolescentes sabemos menos, posto que raras vezes assumem a situação, porque muitas vezes não têm nem sequer a maturidade e a autonomia necessária para fazê-lo. No entanto, podemos antecipar que também passam por problemas porque não estão aptos para a intimidade e menos ainda para a paternidade. Muitas vezes sofrem a rejeição da família, sentem culpa e vergonha, por isso se afastam quando vêem que são incapazes de assumir as conseqüências não desejadas de sua relação afetiva e sexual.