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“Preciso de ti porque te quero” ou “Te quero porque preciso de ti”.
Por: Paola Lanz Jiménez
Todos poderíamos pensar que ter um relacionamento passional, é sinônimo de estabilidade, maturidade, entrega, compromisso e crescimento mutuo. Quando na realidade, viver um relacionamento passional é viver no inferno mesmo, do qual é muito difícil sair por você mesmo, devido ao nível de enganche e mimetização existente no casal.
Claudia Truzzoli menciona que as relações passionais, se caracterizam por uma posta em jogo de um anelo de fusão com o outro, que converteria o encontro entre os dois amantes num mundo fechado onde supostamente se satisfaçam todas as necessidades. Estas relações se caracterizam pela tentativa de erradicar toda insatisfação, todo vazio, toda incompletude, o qual é impossível.
O/a amante apaixonado (a) vive esperando a repetição de um prazer que lhe procura a sensação de plenitude que deseja, ainda que seja efêmera. Ao igual que uma pessoa viciada, que passa do desejo à necessidade por algum tipo de sustância. Convertendo ao outro em uma necessidade vital, como alguém sem o qual a vida resulta impossível de viver; ao grau de não se permitir se separar do outro ainda que a vida dele ou dela mesmo (a) estivesse em perigo.
A dimensão aditiva se sustém então sobre a ausência total de interesse do casal por todo o que possa existir fora dele ou dela. Isolando-se dos amig@s, da família, etc. acentuado ainda mais seu isolamento e dependência mutua; empobrecendo sua capacidade de amar e de criar.
Ter uma relação amorosa autentica e real, implica em todas as épocas da historia, uma renúncia ao desejo de fundir-se com o outro, pois ambos são seres que com suas diferencias aportam uma riqueza insubstituível tanto para eles como para a sociedade na que se desenvolvem e vivem. O viver em uma relação implica estar abertos a uma continua aprendizagem, onde os ganhos e as perdas serão parte deste grande processo que ambos compartilharam para lograr um bem-estar pessoal e em casal. Mas para chegar a esta elaboração que libera e realiza, você deve ter bem claro que a felicidade não está no outro, senão em você mesmo. Pois ninguém tem a obrigação nem muito menos a responsabilidade de encher todas nossas necessidades, inclusive quando assim fosse seu desejo.
Num relacionamento amoroso, se compartilham e constroem sonhos, desejos e gostos com o outro sem deixar de ser quem você é. Onde o outro é alguém, que poderia ser substituído por outro se a relação chegasse a não funcionar, podendo chegar a se converter num amig@. Em troca, na relação passional, o/a outr@ sempre se volve mais importante que você mesmo.
Bibliografia
“O amor não tem por que doer”. Relações destrutivas, Ernesto Lammoglia
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