Qual é a função de um pai?
Por: Diana García
Algumas vezes, os homens se perguntam qual é a função do pai e, inclusive, não sabem exatamente qual deve ser a importância dele para os filhos.
• Primeira função do pai: contribuir para a identidade. Esta é a primeira função do pai, dar identidade ao filho não é coisa teórica que possa ser feita em um momento, ao contrário, trata-se de um processo longo e concreto que se realiza na vida cotidiana do filho e que consiste em fazer com que ele saiba quem é, ensiná-lo a ser ele mesmo, a viver sua identidade única. Por outro lado, também não é um processo sexualmente indiferente. Dar identidade a outro não só consiste em dizer quem você é, fulano ou beltrano, mas dizer-lhe o que você é: um homem como papai ou uma mulher como maMãe. Isto quer dizer que dar identidade supõe necessariamente dar identidade sexual. Tanto os filhos como as filhas aprenderão a ser homens e mulheres graças à figura do pai, eles pelo modelo, elas por contraste. O pai dá aos filhos sua masculinidade, sendo ele o protótipo de homem, e por outro lado, confirma as filhas em sua feminilidade, remetendo-as à Mãe. Este segundo aspecto é mais importante do que se poderia pensar.
• Segunda função do pai: dar segurança. O filho, ao ver-se amado pelo pai, descobre que não tem nada que temer dele, percebe através da própria experiência feita no decorrer do tempo que essa presença, no princípio ameaçadora, não somente não lhe faz dano, como também que o ama, cuida e protege. Não somente a ele mas também à sua Mãe. Então já pode viver tranqüilo, não há nada a temer: por um lado, está envolvido pelo amor de sua Mãe e, por outro, este amor está garantido por outro que para ele é mais forte e mais sábio, o amor que seu pai oferece a ele e a sua Mãe.
• Terceira função do pai: a introdução do filho na realidade. A vida do homem se move entre dois verbos estreitamente relacionados: ser e agir. Nesta distribuição de funções entre o pai e a Mãe, esta última acentua o ser, enquanto que o pai sublinha o agir. Não se trata de funções desconexas, mas complementares; nem o pai despreza o ser, nem a Mãe o agir, mas acentuam estas realidades na ordem indicada. Introduzir uma pessoa na realidade é introduzí-lo no dinamismo da vida, na qual existem coisas e pessoas com as quais, necessariamente, terá que se relacionar. Terá de competir e defender-se, fazer amigos, jogar e trabalhar com as outras pessoas, divertir-se e sofrer com elas; não há outra alternativa para viver no mundo. Se a criança não saísse do mundo da Mãe, não viveria outra experiência que receber tudo em troca de nada, sem esforço. Mas a vida não é assim, existe uma parcela de maturidade e de experiência que tem de ser conquistada com esforço, não há outro caminho. Isto tem um risco muito alto e se não houver alguém que nos ajude a situar-nos na vida, podemos entendê-la como uma carreira de obstáculos no meio de um mundo competitivo e hostil, cheio de inimigos. Mas isto não é verdade, nem tudo é fácil mas nem tudo é hostilidade. É preciso, melhor ainda, imprescindível, que exista alguém que nos ame verdadeiramente e, ao mesmo tempo, nos prepare para viver no mundo desde a objetividade e desde a verdade. O pai é quem ajusta o filho à verdade, quem lhe indica como tem que agir. O pai representa a lei, a bondade objetiva, o saber fazer. Sua palavra e seu exemplo são imprescindíveis.