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Que tipo de relacionamento querem?
Por: Paola Lanz Jiménez
"Eu faço o meu e tu fazes o teu. Não estou neste mundo para encher tuas expectativas. E tu não estás neste mundo para encher as minhas. Tu és tu e eu sou eu. E se por casualidade nos encontramos é formoso. Senão, não pode remediar-se."
Fritz Perls
Quando um casal começa seu namoro, cada pessoa tenta conquistar continuamente ao outro, mostrando-lhe o melhor de si mesmo, mas principalmente de demonstrar-lhe ao outro que sempre estará disposto a se dar sem nenhum esforço. Sendo o único culpado de dita situação fascinante, fantasia e realidade à vez: ”a paixão”; já que independentemente de que esta com o tempo desapareça; não podemos negar que existiu e foi peça clave e fundamental pela qual um decide estar e continuar com o outro. Sem que isso implique deixar de lado a idéia de que todo casal tem que evoluir e transformar esse amor inicial em um amor maduro e sólido, já que senão for assim, poderia chegar a desaparecer.
Em este transformar e evoluir de todo casal se apresentaram diferentes dificuldades pelas quais atravessaram, denominadas “crises”. Onde o principal para poder vivê-las é aprender a aceitá-las como parte de uma realidade que mais que assustar-nos e separar ao casal, podem ser um grande trampolim para seguir adiante. O qual dependerá totalmente dos recursos que cada casal tenha para enfrentar ditas crises.
Alguns dos motivos mais comuns que podem chegar a produzir uma crise no casal são:
1. Esgotamento do relacionamento por cansaço. Devido à carga de estresse pelos problemas que dia a dia se vão enfrentando, fazendo que a convivência diária em vez de fortalecer o relacionamento o debilite. Convertendo esse estresse em apatia e desinteresse.
2. A existência de uma terceira pessoa. Sendo está uma das causas mais freqüentes e comuns das crises de casal. É fundamental que ditos enganos, sejam enfrentados por ambos, independentemente de quem tenha sido infiel com o fim de volver a reconstruir uma confiança que se quebrou, entre outras coisas.
3. O conflito de interesses do casal, onde o fim já não é dialogar para chegar a um mutuo acordo. Convertendo-se no pretexto perfeito para entrar em uma luta de poderes, onde as compreensões e a empatia ficam totalmente anulados.
4. Os ciúmes infundados, que na realidade são mais que uma combinação de problemas de desconfiança e necessidade de controlar tudo; inclusive a vida do outro. Devido a uma insegurança, necessidade de ser o centro do mundo, etc. Onde ambos são responsáveis.
6. Quando a área sexual é a afetada são múltiples os fatores que intervêm, alguns são de índole estritamente fisiológica e outros podem ser causados pelos pontos anteriormente mencionados. Mas é muito comum que a comunicação não esteja sendo a melhor; devido a que muitas vezes dito tema costuma ser tocado com pouca claridade e sinceridade. Criar um espaço para falar destes temas, nunca está de mais, pelo contrário é fundamental para o enriquecimento da vida sexual de todos os casais.
E como estas causas poderíam seguir mencionando mais e mais... Embora o mais importante numa crise não seja a causa senão o como conduzir e enfrentar as crises que durante toda a vida se lhes irão apresentando.
Já que as dificuldades de atravessar por uma crise são o disparador de diversos problemas que a sua vez é causa de sintomas, que se não são resolvidos vão deixando rastros que com o tempo são mais difíceis de reencontrar e dar um novo significar.
É saudável que ambos tenham individualmente interesses pessoais, relações sociais individuais e atividades das que gostem. Que à vez lhes permitam reforçar elementos indispensáveis para todo relacionamento de casal como: paixão, sexualidade, amor, admiração, respeito, confiança e entrega.
Assim que já sabem; o primeiro que tem que fazer para lograr uma mudança na forma de enfrentar as crises, que inevitavelmente chegarão ou bem já chegaram, é tendo bem claro que tipo de relacionamento querem, para então realizar o que em suas mãos esteja para tê-la.
Bibliografia
“Guia para melhorar o relacionamento de casal”. Karin Mager
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