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Revalorização da ancianidade
Por: Enrique Aguayo
Não há motivo algum para menosprezar o idoso. Pelo contrário, é preciso encontrar o positivo: a ancianidade é a etapa mais alta da existência, porque a pessoa adquire a sabedoria da vida, das atividades profissionais que desempenhou, do conhecimento que obteve dos outros; a ancianidade é uma época de maturidade na qual as atividades são feitas depois de uma reflexão (em oposição ao jovem que sempre tem pressa para demonstrar suas capacidades, sendo às vezes pouco reflexivo, o que pode levá-lo ao fracasso), etc. De maneira que a convivência com o idoso não se reduz a cuidá-lo – o que com certeza ele precisa – mas, sobretudo, beneficiar-se com sua sabedoria, isto é, aprender a resolver problemas cotidianos, fazer trabalhos como ele os fez, saber distinguir a bondade da maldade, etc.
Do que foi dito antes, deriva a função social do idoso: pôr ao serviço das demais pessoas seus conhecimentos e experiências, ou seja, educar porque é sábio. Por exemplo, o carpinteiro, o encanador, que já não podem manejar as ferramentas, ensina o ofício aos jovens.
A ancianidade é uma etapa de alegria: o idoso está aposentado das atividades remuneradas economicamente, por isso já não está submetido ao horário de um trabalho determinado, mas é dono de seu tempo e somente ele controla sua existência. Por estar aposentado, o idoso tem a possibilidade de realizar o que mais lhe agrada: o carpinteiro se dedica a conviver com seus netos, o mecânico se consagra a ler poemas, romances, etc.
Para não temer a velhice, é preciso educar as crianças. Devem aprender a exercer alguma atividade e/ou profissão para obter seus recursos econômicos; têm que saber poupar para não depender de ninguém na velhice; ter boa saúde, isto é, cuidar seu corpo através de uma vida ordenada, higiênica tanto no aspecto físico como no mental; é preciso combater o vício (alcoolismo, drogas, prostituição, etc.) que prejudica, severa e irremediavelmente o corpo.
Enfim, a ancianidade é uma etapa da vida cheia de conhecimentos e experiências que podem beneficiar os jovens que saibam aproveitá-los, convivendo harmoniosamente com o idoso (1).
(1) Aguayo, Enrique, El Pensamiento Filosófico de Emma Godoy, Hoja Casa Editorial, México, 2000, pp. 265-294.
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Family and Social Relations
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