Alguns pontos relevantes e sugestões sobre os filhos e sua educação, para você, Mãe solteira (Do ponto de vista da Igreja Católica) Cecilia Rivera (teóloga)

1. O filho tem direito à vida, a uma vida digna, tinha direito de nascer como fruto de um matrimônio, não é responsável por ter vindo ao mundo fora do casamento, não foi sua decisão e, se este direito não foi respeitado, pelo menos ele deve contar com uma família que o acolha, ou seja, uma comunidade de vida e de amor.

2. Pode e deve receber o batismo. “É capaz de receber o batismo todo ser humano ainda não batizado, e só ele”. “Os pais têm a obrigação de realizar o batizado nas primeiras semanas de vida da criança. Logo depois do nascimento e, inclusive, antes dele, procurem o pároco para pedir o sacramento para seu filho e preparem-se devidamente”. “Para batizar licitamente uma criança, se exige:

- Contar com o consentimento dos pais, ou de pelos menos um dos dois, ou daqueles que – legitimamente os representarem:

- “Que exista esperança fundamentada de que a criança vai ser educada na religião católica...”. “A criança... em perigo de morte, pode licitamente ser batizada, mesmo contra a vontade de seus pais”.

Levando em conta que a criança não contará com seu pai, o padrinho de batismo deve ser escolhido entre pessoas que realmente se responsabilizem de dar a formação cristã necessária.

Os filhos de mães solteiras podem receber todos os sacramentos da Igreja e realizar todas as atividades paroquiais.

Os filhos têm direito a ser educados, precisam de outros para descobrir o sentido e o valor da vida, para adquirir bons costumes, para desenvolver capacidades e conhecimentos. Não podem ser abandonados a sua própria sorte, precisam que outros os apóiem durante sua infância. Não se pode renunciar à responsabilidade e à grande tarefa de educar os filhos.

A mãe “contagia” a criança, especialmente no período da gravidez, através de seus estados de ânimo. É importante fomentar o bom humor, entusiasmo, alegria, procurando se concentrar em pensamentos positivos. Convém ter momentos de lazer e diversão, evitando ver somente o lado negativo. O filho não deve ser visto como um estorvo, nenhuma mulher se sentiria mais realizada abortando, do que optando pela vida.

Não convém alimentar no filho sentimentos de ódio e rancor contra o pai, mas ajudá-lo a esquecer as ofensas. A criança é inocente e não deve pagar as conseqüências do comportamento dos pais. Para não expor um filho a humilhações, convém conversar com ele sobre sua situação, com carinho, antes que outros o façam. Deixando claro que é a mãe que tem a autoridade sobre o filho, convém procurar que as crianças se relacionem com seus avós, sobretudo levando em conta que a figura paterna poderia ser substituída, em parte, pelo avô. A mãe solteira tem direito (e obrigação) de educar seu filho, no entanto, se ela continuar morando com os pais, deverá saber respeitar certas normas da casa, e, por sua vez, os avós da criança deverão respeitar as decisões que a mãe tomar sobre a educação de seu filho (licenças, etc.).

Não convém superproteger o filho, porque isto afeta sua capacidade de serviço, tornando-o egoísta; é preciso dar-lhe responsabilidades concretas desde pequeno, convém – por exemplo – que ajude nas tarefas do lar, que tenha consciência do apoio que ele pode dar, fomentando uma adequada independência.