| Mulher, moda e felicidade Martha Morales
O modo de se vestir de uma mulher reflete parte de seu “eu profundo”, de sua interioridade. Por isso, quando o homem se veste, cobre seu corpo mas quando a mulher se veste, descobre sua alma.
Eu lhe convido a não ceder diante da pressão do ambiente. Você se anima a melhorar a moda e os costumes? O modo de falar, de vestir, de se movimentar tem muito a ver com o que levamos dentro. Com freqüência a moda massifica tudo e assim está planejado pelos poderosos da terra. Você pode ser uma mulher dignamente rebelde, uma mulher inteira. Se as mulheres souberem cuidar sua alma e seu corpo, não serão “uma mais”: serão mulheres que sabem se distinguir pela sua elegância, por ser femininas.
Somos diferentes do homem. A mulher deve conhecer a diferença natural de percepção do homem, distinta da percepção da mulher. Deve conhecer muito bem a diferença entre ser usada (mulher-objeto: “boazuda”) e ser amada (“você é linda”). A mulher tem a habilidade, arte e condições para usar a moda como meio de limpeza na sociedade. Você topa?
A intimidade corporal na moda atual está desprotegida: deixa ver o corpo demais. Um vestido que ressalta o sexo contribui para cobrir o valor da pessoa e destacá-la como objeto de prazer. O desafio é ir contracorrente, para isso temos que cuidar o pudor. O que é o pudor? O pudor é a inclinação natural para cobrir o corpo, para protegê-lo dos olhares morbosos, e nos faz mais dignas, mais donas de nós mesmas. A falta de pudor consiste em usar roupa muito apertada, a saia curta, decotes que deixam ver mais da conta, mostrar nosso umbigo; às vezes, o olhar se dirige à cintura – ao umbigo – em vez de ir aos olhos, e isso não nos faz felizes.
O ser humano não é um meio para conseguir alguma coisa, mas um fim em si mesmo, por isso merece respeito. A mulher deseja amar e ser amada. Cada vez que uma mulher se veste provocativamente, muda o mundo para sempre (para mal).
A mulher com pudor chegará a ser dona de si. O pudor é a inclinação a manter oculto o que não deve ser mostrado, a calar o que não deve ser dito, a reservar, para o verdadeiro dono, aquele a quem ama, o dom de si. Uma nudez é impudica quando não é de ninguém e, ao mesmo tempo, é de todos: disponível para quem a quiser. A roupa transparente, que deixa ver a roupa interior, não é elegante e pode fomentar a luxúria no homem. Quem não sente necessidade de ser pudoroso, carece de intimidade e vive na frivolidade. Atualmente, os desejos de superação são substituídos por desejos de possuir coisas.
Você vale muito! Muito mais do que imagina, mesmo que tenha caído, mesmo que tenha defeitos. Vale muito! Procure que a tratem como o que você é: uma grande mulher.
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